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  • Por vítimas de tragédias na Inglaterra, Liam Gallagher canta 'Don't look back in anger' pela primeira vez

    Links Liam GallagherRIO — Por uma causa nobre, Liam Gallagher cantou pela primeira vez em sua carreira — seja solo ou com o Oasis — o hit "Don't look back in anger", neste sábado, para fechar sua apresentação no festival Glastonbury.

    Ele foi uma das atrações do palco secundário do evento, e fez um elogiado set que mesclou canções da sua ex-banda e do seu primeiro disco solo, "As you were", previsto para o dia 6 de outubro. No fim, declarou que a última música seria dedicada às vítimas do atentado em Manchester e do incêndio que destruiu o edifício Grenfell Tower, em Londres, deixando dezenas de vítimas.

    Foi quando, a capella, acompanhado apenas por pequenos instrumentos de percussão, começou a entoar a letra de "Don't look back in anger", hit que sempre foi cantado pelo irmão, Noel, nos shows do Oasis. A pouca familiaridade de Liam com a música era tamanha que, mesmo sendo um clássico, ele precisou de uma colinha no chão para lembrar dos versos.

    Vale lembrar que, desde o atentando no show de Ariana Grande em Manchester, a música passou a ser tratada como uma espécie de hino dos ingleses contra o terror. Como era de se esperar, a multidão que assistia ao show respondeu de maneira emocionante. Veja no vídeo abaixo, a partir de 52m50s:

    Liam Gallagher at Glastonbury 2017 FULL

    Dont Look Back in Anger por Liam Gallagher



  • Vinte anos após o lançamento de seu primeiro livro, ‘Harry Potter’ se renova como campeão de ‘fanfics’

    hp-segundo.pngRIO — O garoto se volta para a amiga e fala, sem timidez: “Eu te amo, Hermione. Eu te amo, Hermione Granger”. Ela ri, esfrega seu rosto no dele, lembra tudo o que passaram juntos na escola de Hogwarts e lamenta não ter percebido antes aquele sentimento. Prestes a beijá-lo, Hermione retribui: “Eu te amo, Harry Potter”.

    Mas essa é apenas uma versão. No caso de Hermione, parece haver um fetiche em colar a garota inteligente e determinada com praticamente todos os outros alunos e até com professores de Hogwarts. Hermione já foi lésbica e se apaixonou por Luna Lovegood. Chocou os amigos e se assanhou para o vilão Draco Malfoy. Foi capturada por Voldemort e abusada numa masmorra — sim, há fãs sádicos. E até se atracou num banheiro da escola com o professor Severo Snape, com direito a descrições bem detalhadas sobre a magia do sexo.

    ESPECIAL HARRY POTTER: 20 ANOS DE MAGIA

    A imaginação dos admiradores da saga segue surpreendendo, mesmo 20 anos após o lançamento de seu primeiro livro, “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, em 26 de junho de 1997, no Reino Unido (e em julho de 2000, no Brasil, com tradução de Lia Wyler, pela editora Rocco). A história do bruxo que nasceu com a missão de salvar o mundo rendeu mais seis livros e segue sendo uma sensação, facilmente medida pela quantidade de histórias criadas a partir do universo da autora J.K. Rowling, as chamadas fanfics. Na principal plataforma exclusivamente dedicada ao gênero, a FanFiction.Net, há 768 mil obras sobre “Harry Potter”, quase o dobro do segundo lugar, o anime “Naruto” (414 mil), e bem à frente do terceiro, a série de livros “Crepúsculo” (219 mil) — aliás, foi no próprio FanFiction.Net, inspirada por “Crepúsculo”, que E.L. James escreveu a trama que daria origem ao best-seller “Cinquenta tons de cinza”. Já uma franquia famosa como “Star Wars”, que recém completou 40 anos, tem apenas 44 mil fanfics no site.

    O mais surpreendente é que não são histórias bobinhas de dois parágrafos. Algumas fanfics têm mais de uma dúzia de capítulos, cheios de reviravoltas e subtramas, como a escrita por uma espanhola de 23 anos que trabalha com vídeos e utiliza o apelido Dama Felina. Ela é autora de dez histórias na internet e defende com força a teoria do Harmony (Harry + Hermione), o “casal perfeito”. Sua última fanfic, “Harry Potter y la inmunidad mágica”, tem 78.543 palavras e ainda não chegou ao fim. Para se ter uma ideia, o original em inglês de “A Pedra Filosofal” tem cerca de 77 mil palavras.

    — Gosto de escrever desde o 14 anos. Mas me animei a fazer fanfic por volta de 2013 — conta Dama Felina, que reclama da opção de Rowling de juntar Hermione com Rony Weasley, um ruivo meio tapado, mas de bom coração. — Desde que tenho o uso da razão, defendo a relação entre Harry e Hermione. Sou Harmony até a medula e sei de gente que concorda comigo. Não é um capricho, temos argumentos sólidos de que o casal deveria ter sido formado. LINKS HARRY POTTER

    Quais argumentos? Para Patricia Souza, de 33 anos, uma mineira formada em Letras, atualmente professora de português e inglês em São Paulo, não faz diferença. Na última das 12 fanfics que já escreveu, Patricia imagina que Hermione engravida de Fred Weasley, o irmão de Rony que morre no sétimo livro de Rowling.

    Na descrição da história de Patricia, que já está com 13.800 palavras, Fred “se foi, deixando não somente uma saudade, deixava um filho que crescia no ventre dela”. Nos comentários dos leitores, há coisas do tipo: “Não mata o Fred, não. Por favor. Odiei quando ele morreu no livro da J.K. e agora você vai matá-lo também na sua fic? Ele e Hermione fazem um casal tão fofo!”

    — Comecei a escrever por puro deleite pessoal e, em dezembro de 2011, descobri sites de postagens para escritores de fanfiction e pude compartilhar — explica Patricia, que usa o pseudônimo patrycia194. — O diálogo com os leitores é muito bom. Nos comentários percebe-se o quando eles se envolvem a ponto de dar sugestões para o desenvolvimento da história.

    As fanfics talvez sejam tão antigas quanta a Bíblia (taí uma boa explicação para os evangelhos apócrifos), mas se popularizaram mesmo nos anos 1960, a partir da paixão por “Star Trek”. Variações da trama oficial sobre Kirk, Spock e a turma da Enterprise eram publicadas em fanzines impressos em mimeógrafos e distribuídos entre amigos.

    O negócio teve um salto, claro, com a internet, e disso “Harry Potter” tirou proveito muito bem. No ano do lançamento de “A Pedra Filosofal”, ainda não havia Google (1998) nem Napster (1999). Em 1997, os internautas brigavam para saber se o Explorer era melhor do que o Netscape, e os teóricos do fim do mundo piraram quando um computador (o IBM Deep Blue) venceu pela primeira vez um campeão mundial de xadrez (Garry Kasparov). Em resumo, a internet amadureceu junto a Harry e aos leitores de J.K. Rowling.

    — Se hoje existe tanto blog, é por causa do “Harry Potter” — diz a jornalista carioca Frini Georgakopoulos, autora de “Sou fã! E agora?” (Seguinte), em que reúne informações sobre o universo das fanfics. — Ele fez com que as pessoas se envolvessem mais com a história, quisessem conversar e compartilhassem impressões. Foi o primeiro contato de muita gente com livros.

    O sentimento comum é que uma fanfic nasce do desejo de que aquela história permaneça viva. A lógica vale para quem escreve: autores amadores que não podem ganhar dinheiro com os personagens alheios, então compartilham suas criações gratuitamente em plataformas como o FanFiction.Net, o Nyah!, o Spirit, o WattPad ou o Archive of Our Own. E também vale para quem lê: um povo doido para consumir mais e mais literatura sobre seus personagens favoritos.

    Uma australiana de 22 anos, que utiliza o apelido Briane94, por exemplo, passou a escrever suas próprias tramas simplesmente quando percebeu que as outras não lhe satisfaziam. Em sua fanfic, já com 36 mil palavras, Briane criou a personagem Laurel Flamel (neta do alquimista Nicolas Flamel), com quem Harry terá um envolvimento amoroso.

    — Não sei como vai terminar, tampouco o tamanho que terá. Considerando que já tenho sete capítulos e os personagens ainda nem foram para Hogwarts, é capaz de eu chegar a 100 capítulos. Passo umas cinco horas do dia escrevendo — conta Briane, que trabalha como garçonete enquanto tira um ano sabático da faculdade de Psicologia.

    Nas fanfics de Harry Potter há desde narrativas em que Dumbledore, diretor de Hogwarts, se encontra com Gandalf, personagem de “O Senhor dos Anéis”, até aquelas em que a bruxinha Luna Lovegood enfrenta o Coringa, este mesmo, o inimigo do Batman. Há gente que traz a magia para a atualidade (numa história, o vilão Voldemort é um terrorista internacional, e Harry é traficante de drogas leves), gente que batalha pela aceitação das diferenças (é comum a paixão entre Harry e Rony) e muita gente que aposta no erotismo (uma varinha mágica pode ter mil e uma utilidades).

    — Uma vez vi uma entrevista da Rowling, em que um fã perguntava se ela escreveria sobre uma escola de magia nos EUA. Ela disse que não, mas respondeu que ele poderia escrever a dele. Então tive a ideia para meus livros, e hoje já há fã escrevendo fanfic a partir deles — afirma a carioca Renata Ventura, autora de “A arma escarlate” e “A comissão chapeleira” (Novo Século), ambos passados no Brasil, inclusive com bruxos enfrentando tiroteios na favela Santa Marta, no Rio. — Quis discutir a realidade brasileira a partir da fantasia. Esta é uma das razões para o sucesso de “Harry Potter”. Ele apresenta temas do mundo real para os jovens.

    COMPARAÇÕES COM “ALICE” E “PETER PAN”

    É difícil prever até quando vai durar o fenômeno. Alguns apostam que “Harry Potter” já é um clássico da estatura de “Alice no País das Maravilhas” (1865) e “Peter Pan” (1904), livros também de fantasia e com protagonistas jovens, mas que foram lançados em épocas em que não havia computador, internet, muito menos fóruns para fãs.

    De olho no futuro da franquia, a carioca Paula de Mello, professora de inglês e estudante de Psicologia, de 27 anos, escreveu na última quarta-feira o sexto capítulo de sua história, intitulada “A Seleção da Beauxbatons”. Já são 14.838 palavras assinadas com o pseudônimo paula.vmello, em que ela acompanha a trajetória de Hydra Malfoy, uma personagem criada pela própria Paula e que hoje batiza uma página de Facebook com 5 mil curtições.

    Paula é uma das que acreditam que a magia de “Harry Potter” é eterna:

    — As pessoas às vezes dizem que já deu, que já acabou a onda. Mas foram gerações que cresceram lendo os livros, e isso não é apagado. Eu li pela primeira vez com 12 anos, e li de novo agora, com 27, para escrever minha história. É um livro tão bem feito, tão cheio de detalhes, que o encanto foi o mesmo de quando era pequena. Isso nunca vai acabar.

    LEIA DOIS EXEMPLOS DE FANFICS

    "Depois de tudo", por Patricia Souza

    Harry dormia de bruços quando seus filhos pularam em suas costas e sorriram com seu susto ao acordar, Lily pulou para o lado e em pé sobre colchão começou a pular, Alvo lhe sacudia o ombro em protesto pedindo que levantasse enquanto James o chamava-

    — Bom dia, bom dia!!! Pai acorda já esta de dia!!- James falou em pé ao lado da cama -_ Acorda pai!!-

    _ Já estou acordado mas me deixem dormir mais uns minutos esta bem- Harry falou ainda em sonolência, Lily abaixou-se sorrindo e beijou-lhe o rosto enquanto seus filhos sorriam de sua preguiça, o que era raro, o pai sempre levantava antes deles.

    _ Não, levanta agora!!- Lily disse

    _ A gente trouxe uma surpresa- Alvo falou

    _ É o café da manhã, deixem ai, deitem aqui sim, deixem o papai dormir mais um pouquinho e ... – dizia de olhos fechados

    _ Não pai, a mamãe ainda esta fazendo lá embaixo!!_ James disse e sorriu, Harry abriu os olhos e encarrou seu filho mais velho

    _ Nem mais um minutinho, levantaaaaa, olha a gente quer falar o dia dos pais!!- a menina disse inocente seus irmãos a olharam em repreenda e mesmo sem pouco entender Lily colocou as mãos na boca com se contasse um segredo. Harry virou-se a encara-los, James sorriu e lhe entregou os óculos que ele colocou de imediato e viu Gina entrar com o café da manhã levitando com o comando de sua varinha.

    _ Porque não me lembrou?- perguntou a ela

    _ E porque lembraria!!!?- Gina sorriu para ele seus filhos sorriram e pularam sobre ele fazendo bagunça, tentando todos falar ao mesmo tempo.

    _ Feliz dia dos Pais!!- James disse, logo após Alvo, e Lily a seguir repetiram as felicitações vezes incontáveis e pularam o abraçando. (... trecho cap.41- Depois de Tudo....)

    Leia na íntegra

    De Paula Mello:

    "Era uma tarde quente de Julho. O sol estava forte do lado de fora, mas é claro, Hydra, deitada em seu quarto, não se importava muito com isso - não naquele dia, não enquanto ela estivesse naquela casa, aquela casa... Era engraçado como o lugar onde ela nasceu e cresceu nunca foi seu lar; sempre se sentia melhor em qualquer outro canto do mundo, menos ali. Ela não tinha ideia do que se passava naquele lugar e nem queria, por isso que sempre que voltava de férias para a mansão dos Malfoys, inventava viagens para fazer com seus amigos. Sua mãe, Narcisa, não gostava, mas seu pai, Lúcio, estava mais do que contente de não tê-la por perto, ao menos era como ela se sentia. A única parte triste era seu irmão, Draco: ela sempre o amara muito, mas ele não podia ser mais distinto dela em algumas atitudes - na verdade, pior do que isso, ele não podia ser mais parecido com o pai. Isso a incomodava profundamente, porém não diminuía seu desejo de estar perto dele e de ajudá-lo. Ele não tinha toda a culpa, claro que ele tinha algo muito também, ela pensava, mas a maior parte do que ele foi feito feito era culpa de seu pai que o fez desse jeito. Mas então, qual era o porquê dela ser tão diferente?"

    Leia outras fanfics de Hydra Malfoy



  • 'Não fiz uso de nenhuma droga ilícita', diz Fábio Assunção após ser detido

    fabio2.jpgRIO — O ator Fábio Assunção comentou pela primeira vez, em texto publicado em sua conta no Instagram, a confusão que o levou a ser detido, na madrugada deste sábado, em Arcoverde, no Sertão de Pernambuco.

    Após prestar depoimento na delegacia da cidade, na manhã deste sábado, Fábio foi levado, de tarde, para o fórum local, onde participou de uma audiência de custódia. Ele foi liberado após pagar uma fiança equivalente a dez salários mínimos (em torno de R$ 9.400).Testemunhas do epísódio também foram ouvidas.

    Na mensagem, Fábio reconhece que se envolveu em uma briga, e lamenta ter se excedido, mas garante não ter utilizado nehuma droga ilícita, o que, segundo ele, será provado pelo exame toxicológico.

    "Lamento muitíssimo o ocorrido em Arcoverde. Era uma noite de celebração. Tinhamos acabado de exibir nosso documentário filmado no sertão pernambucano no palco principal do festival de São João. Então fomos com a equipe confraternizar e a situação saiu do controle. Infelizmente aconteceu uma briga. Errei ao me exceder. Não fiz uso de nenhuma droga ilícita - o que será comprovado pelo exame toxicológico que eu mesmo pedi para ser feito. Serei responsável pelos danos causados. Agora estou bem. Agradeço pelas tantas manifestações de carinho e apoio que recebi. Peço a todos sinceras desculpas. Não é fácil, mas reconhecer meus erros e procurar sempre aprender com eles é o que eu desejo", diz o texto. Nota Fabio Assunção

    Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o artista, visivelmente alterado, em uma confusão com moradores e, depois, já recluso no carro da polícia. À noite, a cidade celebrava a festa São João do Arcoverde.

    A assessoria de imprensa da TV Globo informou que o assunto é pessoal e será tratado pelo assessor pessoal do ator, que ainda não se manifestou.

    Ele estava na cidade com a namorada, a atriz Pally Siqueira, que é natural de Arcoverde. Em fevereiro, a atriz convidou Fábio para visitar seus amigos e parentes e realizar o documentário "Eu Sonho Para Você Ver", sobre a tradição do samba de coco. A produção foi exibida aos espectadores na noite de sexta-feira.

    Antes do evento, o ator anunciou aos seguidores que uma versão de 22 minutos, feita exclusivamente para o São João de Arcoverde, seria exibida nos telões da festa.

    Em 2008, o ator admitiu à Polícia Federal que era dependente químico e passou anos em tratamento, com acompanhamento médico e psicológico. Em abril do ano passado, Fábio Assunção foi detido em uma blitz no Rio quando policiais avaliaram que ele estava embriagado ao volante.

    Fábio é protagonista da série "A fórmula", que estreia em 6 de julho na TV Globo.



  • Fábio Assunção é detido por desacato em Pernambuco

    54238810_SC - EXCLUSIVO - RIO DE JANEIRO RJ - 06-10-2015 - PERFIL DO ATOR FABIO ASSUNCAO. FOTO.jpg

    O ator Fábio Assunção, de 45 anos, foi detido na madrugada deste sábado em Arcoverde, no Sertão de Pernambuco. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o artista, visivelmente alterado, em uma confusão com moradores e, depois, já recluso no carro da polícia. À noite, a cidade celebrava a festa São João do Arcoverde.

    Após prestar depoimento na delegacia da cidade, na manhã deste sábado, o ator foi levado, de tarde, para o fórum local, onde participou de uma audiência de custódia. Ele foi liberado após pagar uma fiança equivalente a dez salários mínimos (em torno de R$ 9.400).Testemunhas do epísódio também foram ouvidas.

    Depois de sair do tribunal, o ator se pronunciou em sua conta no Instagram. " Infelizmente aconteceu uma briga. Errei ao me exceder. Não fiz uso de nenhuma droga ilícita - o que será comprovado pelo exame toxicológico que eu mesmo pedi para ser feito. Serei responsável pelos danos causados", escreveu.

    fabio_assunção

    A Polícia Militar informou que Fábio Assunção foi detido por danos ao patrimônio público, de um hospital e da própria viatura. Ele também teria sido detido por desacato.

    Pela manhã, o ator foi levado por agentes ao Hospital Regional Ruy de Barros Correia para fazer exames. Segundo uma funcionária, que não se identificou, ele estava calmo e recebeu atendimento em lugar reservado da unidade.

    Na madrugada, ele foi retirado de um hospital privado, por não ter condições de ficar lá. Não se sabe, contudo, se foi nessa unidade que ele cometeu danos ao patrimônio.

    A assessoria de imprensa da TV Globo informou que o assunto é pessoal e será tratado pelo assessor pessoal do ator, que ainda não se manifestou.

    Ele estava na cidade com a namorada, a atriz Pally Siqueira, que é natural de Arcoverde. Em fevereiro, a atriz convidou Fábio para visitar seus amigos e parentes e realizar o documentário "Eu Sonho Para Você Ver", sobre a tradição do samba de coco. A produção foi exibida aos espectadores na noite de sexta-feira.

    Antes do evento, o ator anunciou aos seguidores que uma versão de 22 minutos, feita exclusivamente para o São João de Arcoverde, seria exibida nos telões da festa.

    Em 2008, o ator admitiu à Polícia Federal que era dependente químico e passou anos em tratamento, com acompanhamento médico e psicológico. Em abril do ano passado, Fábio Assunção foi detido em uma blitz no Rio quando policiais avaliaram que ele estava embriagado ao volante.

    Fábio é protagonista da série "A fórmula", que estreia em 6 de julho na TV Globo.



  • Beth Ditto: 'Quando você é gorda, mulher e gay, precisa lutar muito para conquistar as coisas'

    RIO — Dizem que o fim de alguma coisa marca o início de algo novo. A máxima talvez não funcione para a cantora americana Beth Ditto, que lança esta semana seu primeiro trabalho solo depois de 16 anos à frente da banda indie Gossip. Para ela, o novo álbum “Fake sugar” soa exatamente como o bom e velho Gossip, fundado em 1999, na virada do milênio. Links Beth Ditto

    — Este trabalho só não é Gossip porque Nathan (Paine, baixista da banda) se mudou para o Arkansas e não consegui compor mais com ele. Mas é exatamente o que eu faria se estivéssemos juntos. Não tem como ser muito diferente. Gossip é a minha vida — diz a artista, em entrevista por telefone ao GLOBO.

    Cinco anos separam “Fake sugar” do último álbum do Gossip, “A joyful noise”, lançado em 2012. Durante este hiato, muito mudou na vida de Beth, que casou-se em 2013, no Havaí, com a ex-assistente Kristin Ogata, sua melhor amiga desde os 18 anos. Com a mudança de status no perfil, Beth admite que atualmente percebe o mundo de uma nova maneira.

    — Quando você é gorda, mulher e gay, precisa lutar muito para conquistar as coisas, tanto na indústria da música como na vida pessoal. E nessa luta você acaba deixando algumas coisas desagradáveis passarem, fingindo que não está vendo. Não percebia isso tão claramente quando era mais jovem — conta.

    À frente do Gossip, ela sempre questionou padrões e pediu o devido respeito, desde o princípio fazendo ruir estereótipos de beleza costumeiramente exigidos de uma frontwoman. A confirmação de que o caminho estava certo veio rapidamente. Grandes nomes da moda internacional se aproximaram de Beth assim que ela surgiu no cenário musical. Jean Paul Gaultier a chamou Beth para seus desfiles e assinou o vestido de casamento da cantora; a marca de maquiagem MAC já a teve como garota propaganda numa campanha; e Anna Wintour, a superstar “editrix” da “Vogue” americana, publicou neste mês um editorial de moda estrelado pela cantora, com direito a vídeo de “making of” no site da revista.

    — Eu amo moda, abuso de cores. É tudo diversão para mim — define, lembrando que descontinuou sua marca de roupas, mas poderá retomar o projeto a qualquer momento. — Tudo o que envolve um processo criativo me interessa, e a moda está nessa lista — explica. Beth Ditto - Fire (Official Video)

    Na relação de interesses de Beth sempre esteve também o feminismo, anos antes de virar tema obrigatório para entrevistas com cantoras. E como Beth analisa a popularidade que assuntos como empoderamento feminino e questões de gênero conquistaram nos últimos tempos?

    — Eu adoro o fato de que esses assuntos estão sendo mais discutidos. Entendo que os ativistas fiquem com um pouco de receio quando tais coisas caem no mainstream. O medo é de que a mensagem por trás do ativismo seja desvirtuada, fique fora de controle. Mas nós nunca poderemos ter controle sobre as coisas, isto é uma ilusão. E as revoluções só acontecem quando um número maior de pessoas se mobiliza por uma mudança — avalia. — Não vou me importar se minha sobrinha, que ama a Katy Perry, usar uma das camisetas feministas que ela usa de vez em quando. O importante é que a minha sobrinha está pensando a respeito desses assuntos — conclui.

    MAIS ‘MOLE’ E TAMBÉM MAIS DURA

    Quando perguntada sobre como definiria o novo trabalho em poucas palavras, Beth reduz tudo à um único conceito: nostalgia.

    — Este disco é a respeito de nostalgia do começo ao fim. É como se eu pudesse olhar para minha infância e juventude com outras lentes, capazes de entender melhor o que passei. Beth Ditto - Fake Sugar

    Será que Beth, 36 anos, está ficando mais sensível com a idade?

    — Não diria que estou ficando mole — a não ser fisicamente (risos) — mas estou ficando mais paciente. Quando comecei a cantar, com o Gossip, eu tinha 19 anos, ainda estava muito próxima da infância e da adolescência, colocava a culpa de tudo nos outros. Hoje, consigo olhar para o começo da minha carreira e os tempos de menina com outros olhos.

    Amadureceu, então?

    — Talvez seja isso no sentido de compreender melhor as coisas. Mas não de aceitá-las passivamente. Neste aspecto, acho que estou ainda mais dura (risos).

    Sendo assim, o que a Beth de agora diria para a Beth do início da carreira?

    — Não tenha medo de pedir que as coisas sejam do seu jeito. Isto não é egoísmo. É respeito — conclui.